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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Artigo

Hi, there, good afternoon!

De vez em quando, escrevo em jornais locais. Abaixo está o último deles.

Da educação (ou da falta dela)

Ana Paula SartorioTurbay

Desde que me entendo por gente ouço dizer que a educação no Brasil está sucateada. Entra ano, sai ano, entra governo, sai governo, e a situação continua a mesma. Em época de eleição, a gente chega até a ver algumas propagandas, diz-se que muito será investido, que professores serão valorizados, que muitas escolas serão construídas... e bla bla bla. Quem é bobo, acredita. Quem já está calejado, nem se sente mais indignado, pois sabe que nada vai mudar. Estou sendo pessimista? Seguem algumas informações.

25 mil escolas de ensino fundamental não possuem energia elétrica; 10 mil escolas de ensino fundamental não têm banheiro; de cada 100 alunos matriculados na 1ª série do ensino fundamental, 47 concluem a 8ª série, 14 terminam o ensino médio e apenas 11 conseguem entrar no ensino superior; o Brasil investe 842 dólares anuais por criança matriculada no ensino fundamental e somente 4,3% do PIB é destinada à educação, quando o ideal seria o repasse de 7% a 12%; 61% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental não conseguem identificar as principais idéias de um texto simples, e 60% dos alunos da 8ª série não sabem interpretar um texto dissertativo. Em matemática, 65% dos alunos da 4ª série não dominam as quatro operações, e 60% dos alunos da 8ª série não sabem porcentagem; cerca de 15,2 milhões de brasileiros são analfabetos absolutos, e cerca de 30 milhões, são de analfabetos funcionais.

Assustadoras, não? Essa é a situação atual no Brasil. E querem saber de onde retirei esses dados? Do próprio MEC. O Estado não tem interesse em investir em educação.  Panis et Circenses. Conhecem esse termo (qualquer coisa, digitem no google)?
Como, do Estado, devemos esperar pouco, ficaremos de braços cruzados? Não creio ser essa a melhor solução. Ok, pagamos impostos e tudo mais. Porém, já escrevi algumas vezes que Estado assistencialista é coisa do passado, se queremos alguma mudança, temos de agir, reclamar só vai nos deixar sem voz. Tenho aqui algumas sugestões, simples, mas que ajudam.
Primeiramente, escola não é depósito de criança. Quem tem que cuidar, dar carinho, acompanhar, se preocupar com nossos filhos, somos nós. Ter de encarar uma jornada de trabalho tripla todos os dias não é motivo para despejar os filhos em escolas. Quanto maior a atenção dos pais, mais saudáveis são os filhos, e maiores as chances de se tornarem melhores alunos. Colocou filho no mundo, então cria.
Outras dicas: incentivar a leitura. Ensinar aos rebentos o prazer de ler um BOM livro, ler com eles e para eles. Crianças seguem os exemplos dos adultos. Assistir, moderadamente, à televisão, sempre dando prioridade aos programas educativos; trocar os brinquedos eletrônicos por brinquedos educativos, os quais ajudam no desenvolvimento social e mental das crianças; moderar o uso de eletrônicos e resgatar as brincadeiras de rua, a fim de estimular a convivência real e não virtual com outras pessoas; preencher o tempo ocioso com algum tipo de atividade, seja esporte, seja um curso de línguas, seja uma oficina.
E por aí vai. Todas essas são medidas estudadas por especialistas em educação, e também aprovadas pelos pais que as seguem. Se a gente quer mudar alguma, temos de começar imediatamente, já que as crianças são o futuro de um país.

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